Todos os dias invariavelmente, pelo raiar da manhã, inúmeras ambulâncias e outras viaturas afins despejam doentes nos serviços hospitalares. Ao fim do dia o fenómeno repete-se – desta vez em sentido contrário.
Independentemente da afabilidade e das competências técnicas e humanas dos bombeiros, as pessoa são conduzidas em «veículos de transportes de doentes» e em condições que deixam muito a desejar. O circuito de entrega e recolha nem sempre é traçado dentro dos limites da razoabilidade e do bom senso. Muitas vezes – vezes demais – os doentes têm que esperar que os serviços abram ou que os bombeiros regressem para os recolher. São demasiadas horas numa cadeira ou numa maca, indispostos, cansados e longe do conforto do lar.
A propósito do licenciamento e legalização de ambulâncias, o Presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses comenta que a actividade de transporte de doentes seria economicamente inviável se houvesse uma fiscalização muito rigorosa da DGV e do INEM. Deste modo, vai-se permitindo que o transporte de doentes se efectue sem os requisitos básicos de segurança e conforto.
Publicado por Cris | 21:54