junho 04, 2004


transportes doentes

A medicina e a ciência evoluíram de tal forma que hoje em dia é possível que muitas doenças sejam tratadas em regime de ambulatório. A par disso, a crise económica afecta seriamente os serviços de saúde que se vêem pressionados a reduzir ao essencial o número e duração dos internamentos.

imagem retirada de www.nurstoon.comTodos os dias invariavelmente, pelo raiar da manhã, inúmeras ambulâncias e outras viaturas afins despejam doentes nos serviços hospitalares. Ao fim do dia o fenómeno repete-se – desta vez em sentido contrário.

Independentemente da afabilidade e das competências técnicas e humanas dos bombeiros, as pessoa são conduzidas em «veículos de transportes de doentes» e em condições que deixam muito a desejar. O circuito de entrega e recolha nem sempre é traçado dentro dos limites da razoabilidade e do bom senso. Muitas vezes – vezes demais – os doentes têm que esperar que os serviços abram ou que os bombeiros regressem para os recolher. São demasiadas horas numa cadeira ou numa maca, indispostos, cansados e longe do conforto do lar.

A propósito do licenciamento e legalização de ambulâncias, o Presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses comenta que a actividade de transporte de doentes seria economicamente inviável se houvesse uma fiscalização muito rigorosa da DGV e do INEM. Deste modo, vai-se permitindo que o transporte de doentes se efectue sem os requisitos básicos de segurança e conforto. Publicado por Cris | 21:54

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